Preâmbulo
Faz um tempao que eu nao escrevo no blog, faz um tempao que eu nao escrevo para uma porçao de gente, mas prometo que a partir de agora boto a correpondecia nos eixos. Depois publico tambem umas fotos e tal.
É engraçado visitar Paris. Foi minha segunda vez na cidade-luz e estive mais turista do que nunca. Fotos na torre eiffel, na galeria lafayete, no moulin rouge, no café da amélie, no Louvre...
Falando nele, não sou de chorar em público, mas fui ao Louvre e chorei. Na minha frente dezenas de pergaminhos egípcios, milhares de anos todos ali, condensados em finas folhas com inscrições que eu não entendia. Lágrimas.
A decepção no fim é só a Monalisa, cercada de turistas, tirando fotos com os piores enquadramentos possíveis. A coreana com um pedaço da mão do italiano que tirava foto das espanholas e da perna do segurança.
Na verdade, caminhar no Louvre é quase como construir um objeto de estudo. A máquina fotográfica é uma extensão do olho, da memória, da realidade, da carência?
Enfim, mas teorias à parte, sair do Louvre em direção a catedral de Notre Dame é bem bacana também. A gente fica vendo um bocado de banquinhas, pequenos sebos que vendem de revistas de mil oitocentos e bolinhas a cartões postais super turísticos, e bem bonitos também.
E o subsolo de Paris, parte bem visitada pelos turistas-estudantes-sem-grana, é também bem curioso. O metrô parece uma reunião de personagens de livros diferentes. A cada vagão que partir um bisturi deixando jorrar as caricaturas: o homem que segurava a barra do metrô como o mastro de um navio, a senhora que toca uma flauta doce, o senhor de pés inchados erguidos sobre um banco, a moça de um sorriso desesperado. Aí, ainda tem uma plaquinha marcando a cadeira reservada para idosos, mulheres grávidas e mutilados de guerra.
Agora, ir a Paris mais que turismo é também confrontar-se com a cidade que foi referência cultural quando o seu país era colônia. Eu não consegui olhar para o arco do triunfo e não me interrogar sobre o que é, foi, será isso tudo que chamamos de triunfo.
Eu podia até escrever páginas e páginas, mas isto é um blog e você está me lendo para saber como estou de viagem. Pois bem, estou ensaiando deixar de ser turista para ser viajante.
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tô me sentindo meio 'stalker' aqui, mas tudo bem. o_o
ResponderExcluirconfesso que paris nunca me atraiu. pelo menos não como atraía todo mundo que eu conhecia. era (e é) o sonho da vida de muita gente, "conhecer paris". mas pra mim... nhé. queria mesmo conhecer os Balcãs. se for pra lá, passa em Sofia, Bulgária. ;-)
"E o subsolo de Paris, parte bem visitada pelos turistas-estudantes-sem-grana, é também bem curioso." soy yo! =D
há uma tênue linha separando o viajante do turista. eu prefiro a primeira opção. sempre.
amiga!
ResponderExcluirsaudadessss
fui a Paris como turista e fiquei enjoada de mim mesma. fiquei enjoada de tantos turistas pelos caminhos. enjoada...
será q é possível vier aquela cidade, em sua essência?
ou sua essência agora é feita só de turistas?
=)
bjossss
paris deve ser lindo demais. depois me fala das livrarias. e se você encontrar o lévi-strauss em algum lugar, mande lembranças! huahuahuahuahuaa
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